Cultivo e Benefícios - Notícias em Português

Mais de 130 Prémios Nobel pedem que terminem as campanhas anti-OGM, porque as culturas GM têm benefícios

Até Março de 2018, 131 laureados com o Prémio Nobel já tinham subscrito a carta aberta, traduzida em baixo, na qual apoiam a agricultura com a utilização de Organismos Geneticamente Modificados (OGM). A carta é dirigida aos líderes da Greenpeace, às Nações Unidas e aos Governos em todo o mundo.

O programa da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) destacou que a produção global de alimentos, rações e têxteis terá que duplicar até 2050, de forma a enfrentar as necessidades do aumento da população em todo o mundo. As organizações que se opõem ao melhoramento vegetal moderno, com a Greenpeace a liderará-las, têm negado repetidamente estes factos e mostrado oposição às inovações biotecnológicas na agricultura. Têm deturpado os riscos, os benefícios e os impactos. E apoiam a destruição criminosa de ensaios de campo aprovados e projectos de investigação científica.

Instamos a Greenpeace e os seus apoiantes a reexaminarem a experiência de agricultores e consumidores, de todo o mundo, com as culturas e os alimentos melhorados através da biotecnologia, a reconhecerem as evidências das autoridades científicas e de regulamentação, e também a abandonarem as suas campanhas contras os “Organismos Geneticamente Modificados” (OGM), em geral, e contra o Arroz Dourado, em particular.

As autoridades científicas e de regulamentação, em todo o mundo, têm considerado repetida e consistentemente que as culturas e os alimentos melhorados através da biotecnologia são tão seguros, ou mais seguros, do que os melhorados através dos que têm origem em qualquer outro método. Nunca houve um único caso confirmado de consequência negativa do consumo de OGM para a saúde humana ou animal. Tem sido mostrado repetidamente que os seus impactos ambientais são menos danosos para o ambiente têm benefícios para a biodiversidade.

A Greenpeace tem liderado a oposição ao Arroz Dourado, que tem o potencial para reduzir ou eliminar muitas mortes e doenças causadas pela Deficiência em Vitamina A (VAD, sigla em Inglês), com grande impacto nas pessoas mais pobres de África e do Sudoeste Asiático.

A Organização Mundial da Saúde estima que 250 milhões de pessoas sofrem de VAD, incluindo 40 por centro de crianças com menos de cinco anos nos países em desenvolvimento. Segundo estatísticas da UNICEF, um total de um a dois milhões de mortes, evitáveis, acontecem anualmente em consequência da VAD, doença que compromete o sistema imunitário, colocando bebés e crianças em enorme risco. A VAD é responsável directa pela cegueira infantil que afecta 250 mil a 500 mil crianças todos os anos ao nível global. Metade destas crianças morre nos 12 meses seguintes a ter perdido a visão.

SOLICITAMOS À GREENPEACE para cessar e desistir das suas campanhas, especificamente contra o Arroz Dourado e, em geral, contra as culturas e os alimentos melhorados através da biotecnologia;

SOLICITAMOS AOS GOVERNOS DO MUNDO para rejeitarem a campanha da Greenpeace especificamente contra o Arroz Dourado e, em geral, contra as culturas e os alimentos melhorados através da biotecnologia; e para que façam tudo o que está em seu poder para se oporem às acções da Greenpeace e para acelerar o acesso dos agricultores a todas as ferramentas da biologia moderna, especialmente às sementes melhoradas através da biotecnologia. A oposição baseada na emoção e em dogmas opostos às evidências têm que parar.

Quantas pessoas pobres no mundo têm que morrer antes de considerarmos esta situação um “crime contra a humanidade”?

Cumprimentos,

A lista de signatários está disponível na carta original, em Inglês:
“Laureates Letter Supporting Precision Agriculture (GMOs)”.

Sabia que também pode subscrever esta carta?
Já a assinaram 13250 cientistas e cidadãos do mundo.

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Aceda à carta original, em Inglês, Laureates Letter Supporting Precision Agriculture (GMOs)


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